domingo, 20 de janeiro de 2019

Um texto sobre o desejo do reencontro






Eu ainda tenho um porta-retratos velho e empoeirado dentro do armário aguardando uma foto de nós dois. O espaço pra colocá-lo na estante entre os livros já existe também. Há um lugar separado no meu peito, esse peito que tanto já sangrou, hoje se sente bem pra te repousar de uma forma bonita, talvez isso seja o amor querendo voltar, talvez seja o tempo me oferecendo uma segunda chance. Sinto-me novamente em paz, tenho comigo em retorno as lembranças de dias e sorrisos ensolarados, tenho comigo de novo o amor, e é por isso que eu ainda tento te encontrar, é por isso que ainda desejo passar o café enquanto você de fala da sua vida, quero te mostrar quantos livros novos eu comprei e quantos textos e poemas piegas escrevi pensando em ti. Estico o pescoço pra te ver mas temo que essas janelas desse prédio não sejam altas o suficiente, então te procuro pelas esquinas dessa cidade caótica, nas praças com chafarizes bonitos, pelas calçadas esburacadas, e se por acaso, num dia ou numa tarde qualquer, você ouvir chamarem teu nome, olhe pra trás. Olhe pra trás e me recomece, meu amor.
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