sexta-feira, 20 de julho de 2012

Adeus você e eu





Vou me despedir de você. Vou me despedir dos nossos momentos. Vou me despedir das brincadeiras, dos risos fáceis, do seus olhos felizes.

Talvez não perceba, mas nos distanciaremos. Não procuraremos mais um ao outro. A alegria cederá lugar ao conformismo. O tempo ganhará o peso das nossas costas.

Nossos dias serão contados, vontades não fazem hora extra.

Amanhã será uma nova manhã. Não achará resposta, também não as procurará. Dirá que não se arrepende da mesma  forma que não se surpreende. Lembrará do primeiro dia, do primeiro e vazio olhar, da avalanche que sucedeu. Lembrará de maneira cordial, sem a efusão a qual finjo não me pertencer, o que não me deixa bem, porém não me fecho ao cair a noite.

Recordará das brincadeiras, da sua confusão quando eu dizia meias-verdades, da maneira acanhada que ficava se eu fosse mais direto. Compreenderá pela metade, abandonará por plenitude. Repousará em sorrisos alheios, repleta de esquecimento. Serei um porta-retrato empoeirado na sua mente.

Fantasiará o que viria se arriscasse um passo a frente, imaginará estar melhor assim. Sentirá mas não entenderá. Recordará com a alegria do que não existiu e a incerteza do que foi sabido.

Dizem que a vida é assim...

Vou me despedir antes da última gota, não diga que é cedo demais. Confundiremos as horas. Você voltará pra casa; O meu caminho é mais longo.Você acordará às nove; Eu dormirei com o tempo. Você sorrirá, eu cobrirei minha pele. Serei um no meio de tantos. Você será tantas no meio de uma.

Certos amores não têm história pra contar. 






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