terça-feira, 24 de agosto de 2010

Brincadeiras do destino






Era o cenário perfeito. Hora certa, restaurante cuidadosamente escolhido, tudo como havia de ser. Você com seu melhor modelo, coisa mais linda de imaginar. Eu, meio que aos trancos e barrancos, fazendo de tudo pra não passar vergonha diante de tanta beleza. Contei meses, dias e horas pra que o momento chegasse. E porque não chegou?

Brincadeiras do destino, não vejo outra resposta. Estranho deixarmos tais oportunidades passarem em branco, com direito a um "antes" magnífico, repleto de planos com um quê de ansiedade, e um "depois" escuro, vazio, indiferente, como se o êxtase que precedeu não houvesse ocorrido. 

Você tinha o telefone, o e-mail, endereço, local de trabalho e sinal de fumaça, mas fez questão de deixar tudo como se houvesse nada. Tudo bem, decerto que esta não foi a última pessoa do mundo, e que fingir carinho por alguém é lastimável, mas duvido que não havia o mínimo de resquício afetivo que uma boa conversa e um sorriso escancarado de sinceridade não resolvesse, ainda que não fosse de bate-pronto. Agora fica aí como quem só faz dizer que o amor te trancou num quarto escuro e que dali não vê saída, enquanto ao  redor não falta quem possua a chave pra te levar lá pra cima, lá pras nuvens.

Você esquece de uma só vez, ligeira, que o seu mundo poderia se expandir se sua resposta fosse qualquer outra diferente de um "não". Vá lá que não desse nada certo, o cara fosse um sacana, ou que se arrependesse por ele ter mau-hálito, chulé, usar meia rasgada, que fosse, mas que deixemos de lado esse lance de adivinhação. Às vezes, dar a cara a tapa não significa loucura, e sim uma chance a si mesma.

Senti falta do que nunca existiu, pela primeira e última vez. 






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