sábado, 24 de julho de 2010

Definições sobre uma mulher charmosa




Dentre todas as características existentes em uma mulher, destaco as que mais me chamam atenção: simpatia, inteligência e mais meia-dúzia de clichês. Claro, não me farei de santo aqui dizendo que a parte física pouco ou nada importa, pelo contrário, mas se pudermos juntar ambos atributos, melhor será. Mas deixando de lado as qualidades bonitinhas e aquelas julgadas machistas para alguns, usaria apenas uma palavra pra chegar  quase à perfeição da definição feminina: charme.

E como definir uma mulher charmosa?

A ideia é ampla e eu mesmo não consegui elucidar logo de cara. Podemos dar o primeiro passo se levarmos em consideração o significado da palavra charme, que equivale a encanto e fascinação. Pois bem, qual homem não procura uma mulher que o encante e  fascine? Genérico demais. Mas pra chegarmos a esses dois pontos, é necessário observarmos o que está bem diante de nós.

A mulher charmosa é segura de si. Olha-se no espelho e deixa transparecer um leve sorriso, por mais que suas medidas não sejam convencionais a um estereótipo de beleza, sabe que possui qualidades suficientes pra suprir - e com larga vantagem - essa ditadura da magreza. E mesmo que ela tenha, digamos, tudo no lugar, possui predicados suficientes para chamar atenção por outras mil maneiras que não seja apenas pela parte física, o que reflete em uma beleza transparente, natural e sem artifícios.

Ela é todo um conjunto de nuances. Veste-se da forma que mais a agrada, seja uma minissaia com um generoso decote ou uma calça jeans clara com um topzinho básico. Sabe que há momentos e momentos, e que seu encantamento independe da vestimenta. Além disso, sua sensualidade mais natural e instintiva estará presente em quaisquer modelitos, e em iguais proporções.


Se essas mulheres guardam algum segredo, este só pode estar escondido nos detalhes mais simples. A maneira como elas falam é diferente. Independente do sotaque. Vai da mais arretada pronúncia nordestina até o tri-legal lá do Sul. O jeito delas nos olharem, também. Seja a olho nu ou com um delicado óculos de grau. Seja usando um Prada de três zeros ou uma réplica barata de um Ray Ban Aviator. O jeito de sorrir, então, esse nem se fala. É exagero de charme. Claro, falo aqui do mais espontâneo sorriso, sem cálculos, sem ensaios, sem medo de se mostrar, pelo contrário, escancarando os belos dentes ou até mesmo um gracioso aparelho. 


Mas é preciso dizer que há um toque a mais na mulher charmosa. Ela sabe da importância de ser sempre ela mesma. Conversa sobre moda, política, séries de tevê e literatura. Não se incomoda em falar uns palavrões de vez em quando, o que não diminui sua delicadeza em absolutamente nada. Lê bons livros, mas não abre mão de uma novela. Passa em frente a uma loja de passarinhos e tem vontade de abrir todas aquelas gaiolas e depois sair correndo. Quer salvar o mundo, mas não sabe como. De repente até saiba, e o seu charme é apenas uma maneira de nos convencer a isso. Nunca esquece de ser humana em demasia.

 
A mulher charmosa foi uma grande sacada de Deus. Tal predicado pode estar escondido bem lá no fundo, ou às vezes mais que escancarado, e algumas mulheres nem perceberem. É algo que carregarão consigo durante toda a vida, pois quem é charmosa aos vinte, também é charmosa aos setenta, e com mais intensidade. O charme é inerente à natureza dessas mulheres.

A mulher charmosa tem um quê a mais. Um quê de sei lá o quê.


E, acreditem, isso já explica tudo.




Crônica publicada  no site Superela


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